

E Essa?
Moradora de Niterói, no Rio de Janeiro, ela disse nunca ter encontrado alguém de sua idade no jogo. Talvez por isso, enfrente desconfiança quando diz sua idade. “Poucos jogadores acreditam nos meus 60 anos. Já aconteceu também de os amigos de meus netos me procurarem on-line, para conferir se eu realmente sou uma avó que joga”, diverte-se. 
A dedicação ao MMORPG teve muitas recompensas virtuais. No servidor oficial do Ragnarök Brasil, Maria Helena diz ter atingido seu objetivo: chegar ao nível 99, que representa o máximo da evolução, e renascer no jogo como aprendiz (para esta nova jornada, ela ganhou novos poderes e habilidades). Já no servidor alternativo Wodro, chegou ao topo do ranking entre os jogadores que mais conseguem abrir baús para coletar objetos. Por conta do sucesso no Wodro, onde usava o apelido Very Evil Girl, Maria Helena afirma que teve de dar fim à personagem. “Assim que eu entrava, todo mundo vinha me pedir dicas. Ficou difícil jogar e, então, tive de criar outra bruxa”, diz ela, que não revela o nome de sua nova personagem no Wodro. “Se eu contar, vai começar tudo de novo.” Além do servidor oficial no Brasil, da Level Up, a jogadora também está cadastrada em outros três servidores alternativos: cada um representa um único mundo, com suas próprias regras, rankings e premiações (virtuais, claro).
Aprender para ensinar
A jogadora começou a se interessar pelos games bem antes de mergulhar no universo de Ragnarök. Sua história como gamer teve início há alguns anos, quando concluiu que deveria aprender a jogar para ensinar os filhos mais novos: “os mais velhos não tinham paciência”, lembra.
Depois de colocar no currículo Odyssey, cartuchos de corrida e “Super Mario”, Maria Helena foi atraída pela quantidade de detalhes que apareciam na tela, quando o caçula entrava em “Ragnarök”. “Hoje já tem coisa muito mais avançada, mas naquela época os movimentos das plantas e das águas realmente me impressionaram. Sempre tive uma quedinha por games”, brinca a avó dos netos que preferem “Tíbia” a “Ragnarök”.
No universo virtual, ela gosta principalmente de completar as quests (eventos que dão prêmios) e também de colaborar com outros jogadores, entregando a eles itens importantes para completar as missões. A parte chata, conta, é quando não consegue ajudar e recebe insultos: “já me disseram para largar o jogo e ir procurar um tanque. Incomoda, chateia, mas depois passa. O que quero é me divertir.”
Prostituta, rapariga, puta, gato velho, loba, meretriz, quenga, comélia, messalina, mulher de vida fácil, cortesã, rameira acompanhante, enfim, esses são alguns dos nomes dados à mulheres que praticam a profissão mais antiga do mundo (assim alguns dizem).
A mulher tem garantido nos últimos anos um excepcional crescimento dentro da sociedade e hoje já é reconhecida como um importante ator social. A “independência” conquistada e a ascenção ao mercado de trabalho transformaram a mulher, em uma guerreira que saiu do âmbito do lar e vai para a guerra contra o machismo das empresas, tentando salários equiparados e sua condição de importante colaboradora do desenvolvimento nacional.
No entanto, as prostitutas ainda são vítimas do preconceito, principalmente da ética religiosa e da, às vezes mal interpretada, noção kantiana do mundo, de que um ser humano não pode ser utilizado como meio para um fim e o principal argumento para que não se aceite a prática da prostituição é o fato de as pessoas enxergam isso como uma afronta a todos os preceitos morais e éticos a que estão acostumados a viver, como se aquilo que se entende por ética seja uma coisa universal.
No Egito as prostitutas eram consideradas grandes sacerdotisas, eram adoradas e consideradas encarnações das deusas na terra e para que o homem e mulheres sentissem o regozijo de se relacionar com um deus (na forma de favores sexuais) faziam oferendas para tais mulheres.
Na Grécia, as prostitutas eram respeitadas e sua profissão era reconhecida, tanto que pagavam impostos, eram as hetairas (heteros, amantes, companheiras). Além disso, deviam usar roupas que as identificassem como tal (ora, isso não lembra alguma coisa? Advogado de terno, médico de jaleco etc etc). Um adendo: aos gregos era possível a relação poligâmica com até três hetairas, uma para o prazer sexual que se misturava com o espiritual (era a porné, portanto atriz pornô é prostituta, sim), uma para o trabalho do lar e outra para a criação dos filhos.
Com o advento do Cristianismo (e você achou que era por causa de que?) e o rebaixamento da mulher à condição de coisa, as prostitutas, antes respeitadas e adoradas, agora são consideradas mulheres possuídas pelo demônio que atiçam os homens à infidelidade, luxúria e outros pecados que levariam as pessoas ao inferno. A Idade Média levou à fogueira e a Inquisição torturou, mutilou e empalou muitas mulheres acusadas desse tipo de atividade.
Nos dias de hoje há quem defenda até a criminalização de quem vende o seu corpo para o prazer sexual de outra pessoa. No entanto, o próprio Código Penal lá de 1940, auge da moralidade brasileira, só tipifica os casos em que alguém se aproveita da prostituta, como nos casos de manter uma casa de prostituição ou ganhar porcentagem em cima do valor cobrado por elas, mas não criminaliza o fato de alguém vender seu próprio corpo a sustento próprio.
Não que se defenda todas as mulheres em dificuldades se tornarem prostitutas. Mas, aquelas que aderirem ao fato não sejam discriminadas como se bestas animalescas fossem.
Pois bem, esse preconceito contra as prostitutas se deve ao fato de que as pessoas se veem constrangidas com a forma peculiar que é a vitrine do corpo humano e por isso não se pode culpar ninguém que vive em uma sociedade de preceitos cristãos como os nossos. Mas, daí a dizer que o preconceito deve ser necessário, mas não discriminador já é um absurdo paradoxal, nenhum preconceito deve ser necessário. Por ser preconceito já pressupõe discriminação.
Antes de discutirmos porque algumas mulheres tendem a vender seu corpo por dinheiro, ou outros favorecimentos, devemos primeiros analisar todo a estrutura que envolve a formação feminina. Em um país em que sucesso é música que diz “dinheiro na mão, calcinha no chão”, que há uma adoração exacerbada ao corpo em revistas e filmes pornôs, em que a mulher só é analisada do pescoço para baixo, cria uma série de mecanismos para que a feminilidade se banalize e há abertura para o tráfico de mulheres e crianças, para que o homem se satisfaça com o que não tem em casa: aquele produto maravilhoso que só teria mesmo se comprasse.
[...] assim a mulher se pôde igualar, na sedução, ao frigorífico ou ao aspirador. Vergílio Ferreira, “Invocação ao Meu Corpo”

“O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso, seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético.”
“Faço parte do mundo e, no entanto, ele deixa-me perplexo.”
“Estudei o homem, porque se assim não o fizesse, não conseguiria realizar nada em meu ofício.”
“Tenho a impressão de que os homens estão a perder o dom de rir.”
“A beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e os poetas sabem encontrá-la.”
“No final, tudo é um humor.”
“O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar.”
“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”
“Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros.”
“O nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele encontram-se todos os segredos, inclusive o da felicidade.”
“Quem está distante causa-nos sempre maior impressão.”
“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca num nível mais elevado do que o de qualquer político.”
“Não faças do amanhã o sinónimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás … mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.”
“Não preciso de me drogar para ser um génio; não preciso ser um génio para ser humano, mas preciso do seu sorriso para ser feliz.”
“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria.”
“Criámos a época da velocidade, mas senti-mo-nos enclausurados dentro dela. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.”
“Estou sempre alegre e essa é a melhor maneira de resolver os problemas da vida.”







