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segunda-feira, 20 de julho de 2009

O que destrói um casamento?



Bom, achei essa matéria no site da revista época e porquê não postar? Me interessou, sou casada(juntamos os paninhos de bunda) e pode ajudar mais alguém. Eu, por exemplo, revisarei vários comportamentos. Mandarei o link pro culpado.


O que destrói um casamento


Estudo australiano diz que diferença de idade, filhos antes de se casar, falta de dinheiro e até estado civil dos pais podem acabar com um relacionamento

Você acredita na famosa frase "e viveram felizes para sempre"? Se não quer que ela seja mais uma das que habitam apenas os contos de fadas, um estudo australiano poderá lhe dizer o que ajuda a manter um casamento. E certamente é mais do que amor ou paixão. Segundo uma pesquisa da Universidade Nacional Australiana, a idade do casal, relações anteriores e se eles fumam ou não podem ter influência sobre a longevidade do relacionamento. Os pesquisadores entrevistaram 2.500 casais, casados ou vivendo juntos, entre 2001 e 2007, para identificar elementos comuns entre os que permaneceram juntos ou se divorciaram.

Um casal em que o marido é mais de nove anos mais velho que a mulher está duas vezes mais sujeito ao divórcio, assim como os homens que se casam antes dos 25 anos. As crianças também influenciam na felicidade do casal. Vinte por cento dos casais que tiveram filhos antes de casar – no mesmo relacionamento ou no anterior – se separaram, contra 9% de quem teve filhos depois. A vontade de ser mãe é outro fator: mulheres que querem muito mais que seus parceiros também estão mais propensas a divorciar.

Os pais também têm participação na decisão final: 16% do homens e mulheres que viram os pais se separarem fizeram o mesmo, contra 10% daqueles em que os pais permaneceram juntos. Trocar muitas vezes de cônjuge também atrapalha, já que parceiros que estão em seu segundo ou terceiro casamento estão 90% mais propensos a separar do que os casados de primeira viagem.

O dinheiro, ou a falta dele, pode levar um casamento ao fim. Segundo o estudo, 16% dos homens que se consideravam "pobres" ou mulheres cujos maridos ficaram desempregados se separaram. Mulheres desempregadas não chegaram a ser um fator de importância na separação do casal. A porcentagem de divórcio entre os casais de finanças saudáveis foi de 9%. No quesito cigarro, a separação é maior quando apenas uma pessoa fuma.

Na sua opinião, tem mais alguma outra coisa que acabe com o casamento?

sábado, 18 de julho de 2009

Pin Ups






Elas foram um dos primeiros apelos do que chamamos hoje de cultura de massa ou de cultura pop e têm grande responsabilidade sobre o modo como as mulheres começaram a ver a si mesmas após os anos 40, embora vinte anos antes tenha sido o reflexo direto de uma época onde nunca antes se puderam ver tantas pernas nuas. No primeiro caso, as donas de casa descobriam que era possível posar para uma foto sem ter a alegre companhia de um fogão novinho ao fundo e, no segundo, era a explosão do furor depois de anos de crise.

Mas imagens de mulheres com sentido erotizado têm suas raízes um pouco antes das crises de 1919, que varreram o dinheiro de muitos bolsos de forma parecida com o que vemos acontecer hoje. No início do século XX, a tensão que reprimia as sensualidades do ocidente de modo radical (por exemplo, recomendavam-se cintos de castidade) começou a dar frutos, ou seja, uma sociedade sexualmente pervertida estava nascendo. Fotinhos de moças nuas eram escondidas no armário enquanto os pulp fictions eram devorados por cenas de bondage e defuntas despidas.

O fenômeno, como o conhecemos hoje, tomou forma durante e, muito mais, depois da Segunda Guerra Mundial. Nos pós-guerra, artistas como Elvgren assinavam desenhos de mulheres em revistas, dividindo espaço com as fotografias: o que era para nunca ser mostrado em público descobria seu lugar no mundo, e como arte! Em pouco tempo, a aceitação de toda sociedade estava ganha. As mulheres descobriam uma fonte de informação porque, como as pin-ups eram as mulheres como os homens desejavam, logo elas descobriram como usar os trejeitos em proveito próprio, “contra” os homens. O vestuário modificou-se. Cintas-liga e grandes peitos viraram o que era o tornozelo nos anos 30: puro delírio.

Embora as origens das pin-ups guardem um fundo bastante obscuro, o que se viu naquele momento foi um tratamento dos desenhos como uma fonte sacana de humor e até de inocência, por isso as imagens foram abraçadas da forma que foram pela Revista Playboy; aquilo tinha tudo a ver com a linha editorial. Das páginas da Playboy, foi para a psique dos americanos, principalmente das elites. Sofia Loren e Marilyn Monroe eram quase personificações místicas. No Brasil havia a Vera Fisher com 18 anos e nua no cartaz do filme Superfêmea, desenhada por Benício.


Então veio o ostracismo. O advento da alta costura, da fotografia de moda e das modelos magrérrimas, as pin-ups perderam o sentido. Além do mais, mulheres em poses para agradar e sendo escravizadas por sutiãs de enchimento nada tinha a ver com a revolução social que acontecia. As mocinhas perderam o sentido que tinham e se tornaram peças machistas.

De repente, estão de volta. As mulheres continuam querendo ser muito magras como dita a indústria e a tal vida saudável, mas relaxaram na sobriedade, equilibram as modalidades de poder em busca de uma feminilidade plena. Mais uma vez, mulheres semi-nuas, segurando sorvetes fálicos gigantes, de cintura fina e sorriso de quem não quer nada enquanto provoca tudo estão aqui para nos ensinar alguma coisa meio fascinante e meio depravada. A tendência retro se apoia nos anos de ouro das pin-ups influenciando diretamente um mundo que se pensava demasiadamente material, demasiadamente sério.

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